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08/02/2012 - 19:40
Saiba qual a importância das poitas e por que sua parte mais importante fica submersa

Por Laura Lopes
Da Náutica 124

Náutica
Dia de sol e você resolve conhecer novas praias. Chega, então, a uma baía linda e maravilhosamente deserta. Não há outro barco por perto e, num dos cantos da praia, há uma poita vazia. A tentação de usá-la é grande, pois você não pretende ficar muito tempo. Como jogar o ferro daria muito trabalho e a parada será breve, decide prender seu barco na tal poita. Pronto! Acaba de cometer um duplo erro. Primeiro, porque toda poita tem dono e pegá-la é o mesmo que estacionar o carro na garagem de outra pessoa. Segundo, porque você não conhece a poita e, portanto, não sabe se ela resistirá a um barco do porte do seu — que, se bobear, pode ir, com poita e tudo, dar nas pedras da costeira.

Afinal, a parte mais importante de qualquer poita não é visível na superfície, e sim no fundo. E pelo simples estado de conservação da boia é impossível saber como andam suas correntes ou avaliar as dimensões do lastro. Só mergulhando para checar in loco — o que, porém, daria bem mais trabalho do que só jogar a âncora... Em geral, uma poita deve ser inspecionada a cada seis meses. Pelas leis da Marinha, elas precisam ser legalizadas e uma pessoa só pode ter uma por barco, que deve ser adequada às dimensões do casco — por isso é muito perigoso usar uma poita alheia. O tipo mais seguro é o que tem a maior área de contato possível com o fundo, para fixar-se melhor. Assim, tambores ou barris são péssimas poitas, porque rolam no solo. As melhores são as baixas e côncavas, que agarram firme. O concreto é o material mais usado, mas não o ideal, porque, dentro d’água, ele passa a pesar apenas cerca da metade de seu peso real. O melhor mesmo é o aço.

Além disso, uma poita tem outros elementos. Entre, por exemplo, a corrente ligada ao bloco e o cabo, deve haver um destorcedor, para o barco girar sem retorcer as conexões. Já a distância entre uma poita e outra deve ser de, pelo menos, três vezes o tamanho do barco, para evitar que, ao girar, um esbarre no outro. O importante, enfim, é a segurança. Além, é claro, da ética, já que usar uma poita que não é sua é, no mínimo, uma tremenda falta de educação.

Poita ou âncora? Quando se deve usar uma ou outra
Se o seu barco for passar um longo período parado no mesmo lugar (digamos um dia ou mais), é melhor usar uma poita, já que as âncoras podem arrastar no solo e fazer o barco se movimentar. Mas, como informamos, as poitas só são seguras quando se tem certeza de que sua manutenção está em dia e que seu peso aguentará bem os trancos do seu barco. Do contrário, o melhor é jogar o ferro e deixar alguém a bordo, para qualquer eventualidade. Os únicos lugares onde é obrigatório usar poitas são os parques marinhos, para evitar danos ao meio ambiente submarino. Se, no entanto, você não sentir confiança em deixar seu barco preso numa poita, mergulhe para checar se ela está em boas condições. Pode não ser muito prático, mas é bem mais seguro. E com segurança não se brinca.




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