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REVISTA NáUTICA

30/06/2009 - 11:39
Entenda o que é IPS, o sistema da Volvo que revolucionou o mercado náutico

Por Jorge de Souza
Da Náutica 197

Revista Náutica
O IPS é até hoje um sistema revolucionário
Lançado em outubro de 2004, o sistema IPS da Volvo chegou a sua 10.000ª unidade em maio de 2009. Com soluções únicas de engenharia, a Volvo Penta desenvolveu um sistema de propulsão que criou condições completamente novas para barcos que até então eram equipados com o tradicional sistema de eixo pé-de-galinha, revolucionando o mercado Náutico com o o primeiro sistema de pod drives* do mundo

Basicamente, o sistema IPS cria uma espécie de “rabeta móvel” debaixo do casco, em substituição ao tradicional eixo fixo pé-de-galinha. Ao girar o timão, vira-se todo o sistema de propulsão e não apenas o leme, como nos métodos convencionais. No IPS tudo se movimenta. Como uma rabeta. Só que embaixo do barco.

Só isso? Não! Há, também, outra diferença: os hélices vêm na frente (e não atrás!) de todo o conjunto. Com isso, recebem o fluxo da água “limpo”, sem perdas nem turbulências causadas pelo próprio corpo da rabeta, como no caso das rabetas convencionais. Resultado: aproveitamento muito maior da potência do motor. Parece pouco, mas a diferença no desempenho é brutal e a melhora na performance geral do barco, espantosa.

Os números não deixam dúvidas. Com este sistema, um barco (qualquer barco, entre 36 e 46 pés, com dupla motorização Volvo de 310 hp ou 370 hp, para as quais o IPS foi desenvolvido) ganha 20% em velocidade máxima sob o mesmo regime de rotação, fica 15% mais rápido na aceleração e torna-se 30% mais econômico no consumo de combustível, já que, como o sistema é mais eficiente, o motor gira menos para atingir a mesma velocidade. Além disso, como 100% da descarga do motor é lançada pelo sistema de propulsão, que fica inteiramente submerso, não há uma única partícula visível (ou “sentível”) de fumaça no ar: Vai tudo para dentro d’água. O resultado — aqui também! — é fenomenal. Você pode viajar horas seguidas na popa da lancha sem sentir cheiro algum de fumaça.

Revista Náutica
O sistema substitui o eixo fixo por uma rabeta móvel, com os hélices voltados para a frente
O conforto aumenta também porque, com o IPS, há sensível diminuição tanto na vibração quanto, principalmente, no barulho do motor, já que tudo fica submerso. As vibrações são reduzidas graças a enormes anéis de borracha em volta do buraco no fundo do casco por onde passa e se encaixa o sistema de propulsão. Aliás, justamente por causa destes “buracos” (além do possível recuo dos motores em mais de um metro, o que, inclusive, pode criar espaço para um novo camarote a bordo!) é que o sistema não pode ser adaptado a um casco já existente, exigindo um projeto próprio. No Brasil a Intermarine é a única que já fabrica barcos com o sistema. A Armada Boats também irá lançar, ainda este ano, um casco desenvolvido para o uso do sistema. Já o nível de ruído cai drasticamente, porque toda a emissão dos escapamentos é feita através do sistema e debaixo d’água. Em média, são 7 decibéis a menos de barulho a bordo.

Mesmo assim, as maiores vantagens do IPS estão mesmo na performance. Num comparativo entre duas lanchas idênticas, modelos Cranchi de 41 pés, e equipadas com os mesmos motores Volvo D6, de 370 hp cada, o barco equipado com o sistema IPS atingiu 37 nós de velocidade máxima, contra 31 nós do conjunto tradicional — 11 km/h a mais! E acelerou até 25 nós em dois segundos a menos, além de atingir o planeio dez segundos mais cedo. Aliás, é na arrancada que a diferença entre os dois sistemas fica mais visível! Além disso, consumiu 40 litros a menos de combustível por hora numa mesma velocidade de cruzeiro de 30 nós, já que, como a eficiência da propulsão é maior, o motor pode girar menos.

Outro grande benefício é a manobrabilidade do barco, que aumenta barbaramente (em especial em baixas velocidades), já que o sistema inteiro vira nas mudanças de rumo. Barcos grandes ganham, então, reações de lanchas pequenas, com curvas acentuadas e raios de giro bem menores. E as reações ao volante tornam-se imediatas. Como num automóvel.

Parte disso tem a ver com a localização frontal dos hélices, que, embora fiquem muito mais exposto e, consequentemente, sob maior risco de impactos, os acabam protegendo melhor o conjunto como um todo. Como? Simples: o eixo que une o motor ao sistema de propulsão é previsto para quebrar em caso de impactos nos hélices, resguardando assim o casco do barco, que permanece intacto e flutuando. Como um fusível num circuito elétrico. Você perde apenas o sistema, não o barco todo. O que, convenhamos, é bem menos problemático.

Bem melhor em várias coisas
Mais desempenho
O sistema foi testado em um comparativo antes de seu lançamento. Uma lancha Cranchi 41 atingiu 6 nós a mais de velocidade máxima apenas com o IPS, o que, na prática, significaria precisar de uns 150 hp a mais de potência, por motor. Já nas Rodman 41 o consumo, com a mesma motorização, foi 25% menor, aumentando assim a autonomia em mais de 70 milhas. Mesmo assim, é na aceleração que fica mais evidente a eficácia do novo sistema: o tempo de planeio caiu de 15 para apenas 5 segundos e a velocidade máxima foi atingida em 25 em vez de 35 segundos. Na média, com o IPS um barco fica 35% mais eficiente.

Mais curvas A manobrabilidade de um barco com o Sistema IPS aumenta muito. Como o conjunto vira feito duas rabetas submersas, o diâmetro das curvas diminui bastante em relação aos sistemas convencionais, com eixos e pé-de-galinha. As reações ficam, também, bem mais rápidas, como num automóvel. E um barco grande ganha quase a agilidade de uma lancha pequena. Este comportamento é ainda mais evidente em baixas velocidades, nas manobras de atracamento. É possível até mudar de bordo num píer com um única manobra, sem precisar ficar indo e vindo.




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